As flores certas para acompanhar a estação do sol

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Arranjos feitos com flores tropicais e folhagens embelezam a casa e não precisam de tantos cuidados. Alexandre Auler/JC Imagem

Para dar aquele ar mais aconchegante à casa ou apartamento, nada como alocar algumas plantas nos ambientes. Mas, para isso, é necessário saber harmonizar o espaço com as espécimes utilizadas. E como elas não duram para sempre, que tal combiná-las com as estações? No verão, quando os dias ficam bem mais quentes e ensolarados, o ideal é optar por plantas que suportem altas temperaturas, precisem de pouca água e, sim, que tenham as cores vibrantes da época.

Para o paisagista Marcelo Kozmhinsky, as melhores opções de flores nessa situação são: crisântemo, azaleia, kalanchoe, antúrio, orquídea e violeta africana. “O crisântemo existe nas cores amarela, vinho, vermelha e púrpura. Cultivada no Sul do País, ela precisa ser regada diariamente. Já a famosa azaleia, que é cor-de-rosa, já chega florida, mas não dura muito tempo por causa do clima”, explica.

Kozmhinsky continua informando que a kalanchoe é uma espécime suculenta e que por isso não precisa de muita água. A planta pode durar anos, porém, nunca com a mesma intensidade de quando comprada. “Elas não gostam de sol, mas adoram uma claridade. Portanto, os raios solares das 7h são ideais para ela e um bom lugar para deixá-la é próxima ao parapeito da janela”, diz. As kalanchoes dão nas cores vermelha, rosa, amarela, salmão e branca.

Já o antúrio é nativo da mata atlântica e, de acordo com o paisagista, tem uma variação nova, a vermelho rubro. Suas outras cores são vermelho e branco. Por sua vez, a violeta africana tem duração de dois meses e não gosta de muita água. “Deve-se molhar apenas a terra, não a planta. Quando secar completamente, aí será a hora de regá-la mais uma vez. A raiz é muito sensível”, ensina Kozmhinsky.

Quanto às orquídeas, que são bem comuns e dão classe ao ambiente, são tão resistentes que se você esquecer de colocar água por uma semana a flor não vai morrer. Ela também não gosta de sol forte, porque se queima. A melhor opção também é a luz das 7h.

Mas todas essas plantas são para o cultivo. Caso o desejo seja por uma planta de corte, para colocar num copo ou vaso, que normalmente vai em cima das mesas, a florista e proprietária da floricultura Cia. do Sucesso, Cinara Sales, diz que as mais indicadas são as flores tropicais, como thi, helicônias, sorvete e gérbera. “Quando feito um arranjo, misturado com folhagens, fica muito bonito e bem regional. Em São Paulo, por exemplo, não tem dessas flores, por isso lá são muito caras. Como são próprias do clima tropical, elas aqui em Recife custam entre R$ 2 e R$ 5 a unidade, e ficam lindas, com cores bem vivas. Há até quem pense que é artificial”, comenta.

As flores tropicais duram cerca de oito dias e, para mantê-las vivas o máximo de tempo possível, não adianta apostar em lenda alguma de água gelada, diz Cinara. “A planta precisa apenas que a água seja trocada diariamente para não juntar bactéria. Além disso, fazer o corte do pé para cima. Assim, a planta poderá respirar e a água subirá pelo caule”, ensina a florista. Ela diz ainda que muita gente acha que basta colocar a planta na água, mas que não é assim. O corte no pé é essencial.

Além disso, vale lembrar que é sempre importante colocar as flores de em lugares ventilados, mas não demais. E como são de vaso, não precisam de sol.

FOLHAGENS

Quanto às folhagens, as indicações são palmeira rafis, pleomele, zamioculca e dracena, para quem pretende manter o cultivo. “Enquanto as plantas que dão flores duram em média dois meses, as folhagens vivem por anos. Basta lembrar de colocar adubo com nitrogênio e água a cada dois, três dias”, explica Kozmhinsky.

Porém, se o interesse for produzir um arranjo, daqueles que duram um pouco mais de uma semana, as dicas de Cinara são panzalos, com duração máxima de 25 dias, bracena, que vive por 20 dias e a folha de jiboia com média de 20 dias. “Elas podem ser usadas em qualquer arranjo que ficam ótimas, além de dar aquela enchida. Quem quiser pode até reaproveitar essas folhagens em outro arranjo, já que a durabilidade é maior que a das flores”, conta. As folhas custam entre R$ 0,60 e R$ 1.

Gabriela Viana.